terça-feira, 22 de junho de 2010

ESQUECERAM DE MIM

Lucas 2:45
Assistindo ao filme esqueceram de mim, sinto dó daquele menino. Sinto-me tocado por sua situação, pelo sentimento de abandono, pela solidão, pelo desespero, pelos riscos a que está submetido. Mas também me inspiro com sua forma de enfrentar o problema. Sabendo que não tem mais com quem contar, se vira sozinho. Ao invés de lamentar o que não tem, ele se prepara para o tempo da adversidade, sem se sentir o coitadinho, nem tendo pena de si mesmo. Ao invés de se ressentir, lembra dos que se esqueceram dele com afeto e faz disso a sua força.
Uma das piores sensações da vida é se sentir esquecido. Talvez porque o ‘esquecimento’ carregue em si outros sentimentos. Se alguém esquece outro alguém, este esquecimento está carregado do sentimento de dês-valor, de falta de importância. Quando alguém se sente esquecido, sente-se abandonado e solitário, a idéia que invade o ser é de rejeição. O esquecimento significa que as adversidades e os problemas serão enfrentados em solidão. Por tudo isso, quando se é esquecido tende-se ao desespero.
Em Lucas 2 encontramos Jesus absolutamente esquecido por seus pais numa cidade grande. Após 3 dias de esquecimento Ele é finalmente encontrado por José e Maria. Apesar do tempo decorrido não vemos no relato de Lucas uma reação amedrontada, desesperada ou mesmo de solidão. O encontramos tocando a sua vida e trabalhando o seu futuro. Por que será que Jesus, diferentemente da maioria dos seres humanos encara o esquecimento de uma maneira distinta? Algumas respostas encontramos no próprio texto. Em primeiro lugar, Ele sabia quem era, e qual o seu valor. Muitas vezes dependemos do valor que o outro nos atribui, para nos sentirmos valorizados. Jesus declara “estou tratando dos negócios do Meu Pai”. Uma boa maneira de minimizar o sofrimento pelo esquecimento de alguém é saber quem se é, e aceitar o valor que o próprio Deus atribui a você. Em segundo lugar, Ele sabia que o que dá sentido à vida é compreender e cumprir o propósito da existência. Quando procurado e cobrado pelo fato de não ter acompanhado os pais e a comitiva Ele respondeu dizendo que a sua vida estava absolutamente em dia com sua missão: “estou tratando dos negócios do Meu Pai”, vim pra isso e estou cumprindo o objetivo da minha vinda. Em terceiro lugar, embora esquecido Jesus jamais se esqueceu das pessoas a quem amava, ao invés de valorizar o fato de ser esquecido, trabalhou para não se esquecer de quem amava. Por último, sabia que embora pudesse ser esquecido por seu pai ou mesmo por sua mãe, jamais seria esquecido por Deus.
Portanto é salutar aprender com Jesus a maneira de enfrentar o esquecimento e o descaso que muitas vezes sofremos por parte das pessoas, até mesmo daquelas a quem amamos. É necessário saber que ao invés de potencializar quem nos esqueceu, cuidar para não esquecer as pessoas que lhe são importantes. E antes de tudo, jamais se esquecer que ainda que seu Pai ou sua Mãe lhe abandonem, Aquele que lhe ama de verdade, o Deus dos deuses jamais te abandonará.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FRUTOS

Parecia um déjá vu, a cena parecia se repetir. Uma senhora entra no ônibus pela porta da frente, o motorista exige a identidade para comprovar sua idade. A senhora pragueja contra o motorista e conclui perguntando se ele a está acusando de ser uma fraudadora. Alguns pontos depois a senhora desce, no ponto seguinte uma senhora entra no ônibus pela porta da frente, o motorista exige a identidade para comprovar a sua idade. A senhora então se dirige ao motorista com um elogio: Obrigada pelo elogio, que bom que você acha que não aparento minha idade.
O que mudou? O que estava dentro, aquilo que somos no íntimo, de verdade. A situação era a mesma, o problema o mesmo, a diferença era o que cada uma tinha dentro de si. Jesus diz que não se colhe figo de espinheiro, nem frutos bons de árvores más. Para estas senhoras Jesus diria: a boca fala do que enche o coração. Numa outra referencia Ele diria: a árvore é conhecida pelo fruto. O que me faz acreditar que existir perto da primeira senhora deve ser extremamente ruim, as pessoas à sua volta devem morrer afetivamente, devem detestar o fruto que dela colhem. Por outro lado deve ser extremamente agradável conviver com a segunda senhora e degustar os frutos que ela produz.
Quando entendemos este princípio, entendemos melhor as palavras de Jesus sobre dar a outra face ao que lhe agredir. Somos às vezes tentados a pagar na mesma moeda, dente por dente, olho por olho. Agir como o outro age conosco. Quando agimos assim estamos clonando a árvore ruim que ele carrega dentro de si e que produziu o fruto que não gostamos. Significa que estamos ligados à mesma raiz. Jesus nos desafia a cortar esta dependência emocional e produzir os nossos próprios frutos. Ele diz que somos árvore boa e que os nossos frutos precisam ser bons.
O mundo anda de tal modo de cabeça pra baixo que quem age de forma mesquinha se gloria de estar punindo, machucando e ferindo o outro, e quem não reage na mesma medida parece um perdedor. Mas vencer de verdade é ser proativo, é continuar produzindo seus frutos bons, apesar de todos a sua volta produzirem frutos ruins. Nas palavras de Jesus isso é vencer, é triunfar sobre todos os males: “eu venci o mundo” (João 16:33).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

DIA DOS NAMORADOS

Hoje começa a semana mais romântica do ano. A vida cheira a romantismo. Sei que alguns acham estas coisas ridículas, mas como diria Fernando Pessoa, “se há amor tem de ser ridícula ...”. No natal as crianças esperam papai-noel. No dia dos namorados, os apaixonados esperam o amor. Amor que se manifesta nos presentes, nas canções, nas declarações, nos bilhetes de amor, nos beijos ardentes.
Quando criou o homem, Deus o fez do barro, corpo tirado da terra. Logo em seguida Ele fez a mulher e no coração de Adão algo aconteceu, meio sem saber porque e se sentindo ridículo, o romântico Adão declamou o primeiro poema: ““Agora sim! Esta é carne da minha carne e osso dos meus ossos”.
Que pena que o romantismo não esteja na moda. Como diz a canção: “romântico é uma espécie em extinção”. Mas reafirmo com o poeta: “românticos são lindos, românticos amam sem vergonha e sem juízo e mesmo certos vão pedir perdão”. Que pena que seja apenas um dia por ano. O mundo fica tão melhor, que deveria durar mais. Aos que acham que ser romântico não está com nada, quero compartilhar um testemunho de felicidade de uma senhora de 72 anos. Brincando lhe sugeri casar-se de novo e ele prontamente respondeu. “Não, de jeito nenhum, nem de brincadeira. Meu marido foi um homem que soube conquistar uma mulher. Jamais se esqueceu do meu aniversário ou do nosso aniversário de namoro. No dia dos namorados sempre fui surpreendida por algo diferente e romântico. Ainda guardo presentes, mas acima de tudo as lembranças de um grande amor”. Ali vi a força do amor e do romantismo. Um amor não morre, permanece insubstituível, mesmo depois de tantos anos ainda traz as lembranças que a fazem se sentir importante e feliz.
Por isso, aproveite o dia dos namorados e o clima romântico pra abrir seu coração, declamar um poema, dar um presente. Escreva uma carta de amor. Aliás, tem gente que não escreve porque tem medo de ser ridículo, e pra acalmar este medo faço meus os versos de Fernando Pessoa: “Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, têm de ser Ridículas. Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor é que são Ridículas”. Ame, Declare o seu amor de todas as formas, toque o coração de quem você ama e Feliz Dia dos namorados!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

RENOVANDO E INOVANDO

Assisti a um filme que tem o título em inglês “Ladyhawke”. Uma linda história de amor, inspirada numa lenda antiga fala dos inimigos do amor verdadeiro. Um religioso lança uma maldição sobre o casal que fica impedido de viver plenamente seu amor. A maldição fez com que vivam ela como uma Ave durante o dia e ele como Lobo à noite. Mas narra também a vitória de um amor que é maior que todos os inimigos. Após intensas lutas e dores, conseguem se livrar da maldição e desfrutam do amor que é mais forte que a morte.
A história fala dos inimigos do verdadeiro amor e da luta dos que amam para manter vivo o amor que dá cor, cheiro e sabor à vida. Para os que amam, a vida sem amor é meia vida. Na canção de Djavan “só sei viver se for por você”. Quem ama também sabe que "Amar é quase uma dor".
Disso tiramos duas conclusões óbvias: primeiro, amar vale a pena. Segundo, amar tem seu preço. Hoje celebramos as renovações de votos matrimoniais, as juras de amor, a alegria de amar para sempre.
Mas hoje tem que ser dia de um compromisso novo, de uma nova aliança. A aliança da inovação, da reinvenção do amor que não envelhece, da redescoberta do amor que carece de cuidado diário porque é como a chama frágil de uma vela, que ao menor vento pode estremecer. Não é só renovar, mas inovar. Fazer um amor novo, olhado de um novo prisma, de um outro ponto de vista. O poema abaixo pode ser visto de dois pontos de vista diferentes, e isso faz toda a diferença. Leia pacientemente:

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais..."
Agora leia de novo, mas de um jeito diferente. Leia de baixo pra cima.
Como diz a canção: “Cuide tudo que for verdadeiro / Deixe tudo que não for passar / Palavras duras em voz de veludo / E tudo muda, adeus velho mundo / Há um segundo tudo estava em paz / Cuide bem do seu amor ...”

Ame, vale a pena apesar das lutas. Lute por seu amor, apesar das dores, vale a pena.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PPP Preço da Paz Permanente

Um episódio ocupou as páginas dos jornais e as mentes das pessoas em todo o mundo durante a última semana. O acordo entre o Brasil, a Turquia e o Irã. Era visível que alguns tanto no Brasil quanto fora torciam para que a missão do Presidente Lula no Irã fosse um fracasso. Caso fosse bem sucedido em sua missão o mundo inteiro poderia respirar mais aliviado, por não temer que armas de destruição em massa estivessem nas mãos de loucos radicais. Ora, se era algo tão bom, por que tinha gente torcendo contra? A torcida contra foi tão grande, que tão logo o acordo foi fechado saíram alguns a dizer que uma coisa era dizer, outra coisa era assinar. Outros falaram que uma coisa era assinar, outra coisa era cumpri-lo. E mais tarde outros disseram que apesar de assinar e até cumprir, o acordo tinha por intenção ganhar tempo até que o Irã tenha condições de produzir a bomba. Era tão evidente a vontade de que o acordo não desse certo, que imediatamente os Estados Unidos enviaram a ONU proposta de mais sanções contra o Irã. Segundo alguns para acreditar no Irã é preciso certa dose de ingenuidade, é preciso ser infantil.
Paz é a grande necessidade do mundo, apesar disso, parece que não é uma prioridade pra todos, nem o anseio de alguns. Posso listar diversas razões pra isso.
Em primeiro lugar, porque fazer guerra é mais fácil que promover a paz. Para uma guerra se instalar basta um olhar, um gesto, uma palavra, uma agressão, um tiro, um interesse contrariado, enquanto que para alcançar a paz é preciso reconhecer o erro, abrir mão de direitos, acreditar no outro, é preciso ser um otimista mórbido, é preciso ser criança.
Em segundo lugar, porque a guerra pode ser mais lucrativa que a paz. Os mercadores da morte fazem sua riqueza e sua fama na violência da guerra. Seu lema é “Sua tristeza é nossa maior alegria”.
Em Terceiro lugar, porque a guerra e o ódio podem ser muito mais produtivos e duradouros que a paz e o amor. Por conta dos recursos envolvidos e da pesquisa para se aprimorar a máquina de matar, traz como efeito colateral benefícios tecnológicos para a sociedade em geral. Também é inegável que o ódio pode ser um colante mais poderoso que o amor e a paz. As relações baseadas no ódio e no medo tendem a ser mais duradouras que aquelas mantidas por amor, como diz o poeta: “Não seja imortal, posto que é chama”, a chama do amor é chama de vela, o fogo do ódio é fogo de vulcão, uma chama quase inextinguível.
O episódio do Irã serve muito bem para ilustrar as nossas relações interpessoais. As lições mais evidentes são: há muita gente dizendo amar a paz, mas que está mais interessada em guerra, em inimizade, em fomentar os sentimentos ruins. Tem gente que se alimenta de ódio e tem grande interesse em promovê-lo e por fim, o ódio, se alimentado, torna-se inextinguível.
Para acreditar num mundo de paz é preciso ser ingênuo, é preciso ter a alma pueril, infantil, ser como criança. Não há nada que mais deseje para a minha vida. Desejo ardentemente me tornar cada vez mais como criança, coração puro, que faz do inimigo de ontem o melhor amigo de hoje. Para que a paz reine entre nós, não há outro jeito. É abrir mão da maturidade odiosa dos adultos e tornar-se imaturamente amoroso, como as crianças.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mãe: Anjo Divino

No dia das mães recordo da minha infância. Talvez porque seja invadido por aquela idéia maternal de que os filhos permanecem pra sempre crianças. Os analistas de plantão dirão que talvez seja Síndrome de Peter Pan. Mas talvez seja só um desejo de reencontrar um tempo, personagens e cenários que só habitam os porões da minha alma. Seja qual for a razão me faz muito bem. Lembrar as brincadeiras de carrinhos de rolimã, de fura pé, as cantigas de roda, boca de forno, dos banhos de chuva e dos mergulhos no rio, pulando da ponte velha. Como tenho pena da minha filha e suas brincadeiras assepticas e virtuais.
Mas também no dia das mães relembro os conselhos da minha mãe, dos ditados populares que eram citados à exaustão e que de uma forma ou de outra contribuíram para ser quem sou e fazer o que faço. Tenho pra mim que se Adão e Eva no paraíso tivessem ouvido estes conselhos, teriam pensado duas vezes antes de comerem do tal fruto do conhecimento.
Quando me ouvia conversando com alguém que poderia me conduzir a caminhos tortuosos (Gn 3:1), cansei de ouvir o ditado: "As Más Companhias Corrompem os Bons Costumes". Numa linguagem ainda mais popular poderia se dizer: "quem se mistura com porcos, farelo come", ou ainda, "quem dá ousadia a cachorro dorme na cinza".
Quando a conversa não cessava e eu argumentava que o tal não queria me perverter, mas apenas conversar (Gn 3:1-3), ela me advertia que o "diabo usa sapatinho de lã", nunca tive coragem de lhe perguntar como sabia disso, afinal de contas sempre soube que o diabo tem cascos, portanto desprovido do privilégio de usar sapatos. E como se não bastasse ainda me informava: "quem quer pegar passarinho não diz, xô". Me advertia dizendo que eu deveria tomar cuidado e não dar muito ouvido à conversa (Gn 3:4), afinal de contas, dizia ela: "Antes que o mal cresça, corte-lhe a cabeça".
Quando chegávamos em casa com propostas de ganho fácil ou de muitas facilidades na vida (Gn 3:5,-7), éramos trazidos à realidade ouvindo: "quando a esmola é demais até o santo desconfia" ou ainda "laranja madura na beira da estrada ou tá bichada Zé, ou tem morimbondo no pé". E se depois disso tudo fizesse ouvido de mercador, e quebrasse a cara, ouvia minha mãe me chamar à responsabilidade dizendo em alto e bom som: "Quem não ouve conselho, ouve coitado".
Mas se há uma coisa que lembro bem da minha mãe é do seu coração. Quantas vezes, depois de todos os conselhos, avisos e reprimendas, saímos da linha e experimentamos a dor, a angústia e o desespero e sempre encontramos um coração afetuoso, molenga. Era capaz de sair do lugar do seu sossego e correr ao nosso encontro (Gn 3:8), era capaz do prover o que precisávamos de forma mais imediata (Gn 3:21). Mas também era capaz de nos animar, de falar do futuro nos enchendo de esperança (Gn 3:15), nos dizendo que "não há bem que muito dure, nem mal que nunca se acabe", e recitando o texto sagrado no chamava a não desanimar: "se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena" (Pv 24:10).

No dias da mães meu coração pueril compreende a verdade que só quando nos tornamos como crianças, somos capazes de conhecer, que Deus tem um coração maternal e que as mães são anjos que Ele nos concedeu para cuidarem de nós e nos ensinarem a voltar ao Paraíso, ao lugar do jardim de Deus (Gn 3:23, 24) onde podemos brincar como crianças, cantar de novo as cantigas de roda: "ciranda, cirandinha vamos todos cirandar ..."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A DISNEYLÂNDIA É AQUI

Esta semana o mundo mágico da Disney desembarca em Salvador. As crianças de todas as idades verão o “mundo dos sonhos infantis” ao vivo e em cores. O mundo mágico da imaginação se concretizará diante dos seus olhos. Alice, estará na Cidade das Maravilhas.
Por falar em mundo mágico, também esta semana conheci um mundo extraordinário, um mundo onde tudo é possível. O mundo mágico da imaginação, onde o impossível se materializa diante dos nossos olhos.
Estava indo a uma reunião chata, quando de repente fui abduzido, quando voltei a mim estava numa reunião, mas diferente. Lá, no mundo mágico daquela organização, existem super-poderes. Ali uma pessoa pode transformar um balanço deficitário em superavitário num piscar de olhos. Eu mesmo testemunhei um super-gênio em ação, só com o poder das suas palavras mudou uma situação de pré-falência em uma situação de vigorosa saúde financeira. Também vi um grupo de homens super-poderosos, que fizeram uma dívida monstruosa desaparecer num passe de mágica, de repente o balanço dava conta de um índice de liquidez corrente digna das empresas mais robustas do mundo. E mais vi pessoas que causaram sérios danos serem elogiadas porque uma fada madrinha as transformou em pessoas altamente capazes, eficazes e eficientes.
Como em toda história infantil ao final da reunião ouvi aquela frase: "e foram felizes para sempre". Apaguei, quando me dei conta tinha voltado, como Alice voltei do mundo subterrâneo e cá estou, confuso. Não sei se foi real ou se é só fruto da minha imaginação. Bem que gostaria que fosse de verdade. É tão difícil encarar a a vida como ela é. "O que seria de nós sem o socorro das coisas que não existem?"
Quanto àquela reunião que eu deveria ter ido, aquela dos relatórios chatos e negativos, que bom que não fui, ao menos não me deprimi não perdi a esperança. Prefiro os relatórios da fantasia, o mundo do faz-de-conta da minha reunião no mundo mágico, aos relatórios deprimentes da vida real.
Quanto à mim me resta acordar bem cedo no domingo e sonhar de novo, desta feita levando minha filha linda pra que ela também tenha seu dia de fantasia vendo seus personagens favoritos no desfile da Disney ... será que o Pinóquio vem???