quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É CAMPEÃÃÃO !!!


Encerra-se hoje o campeonato brasileiro. Dia de alegrias e tristezas para muitos torcedores, mas acima de tudo de glória e vergonha para muitos times. O que saberemos hoje, ou seja, os campeões e os rebaixados, é resultado de uma série de decisões e atos ao longo dos últimos meses.
Todos deveriam saber que no campeonato não está em disputa apenas o título. Os primeiros colocados ganham o direito de participar da Copa Libertadores, o que dá visibilidade internacional ao time. Os do bloco intermediário tem um prêmio de consolação (Copa Sul-Americana), os outros nem sobem e nem descem e os últimos serão punidos com o rebaixamento.
O campeonato pode ser uma parábola da vida. Estamos findando o ano, hora de ver os números do seu desempenho em 2010. Se sua vida neste ano fosse um campeonato qual seria a sua colocação, se levasse em conta os objetivos alcançados por você? Como você se preparou para 2010? Estabeleceu metas claras? Conseguiu alcançá-las? Fez bons investimentos, boas contratações? Preparou-se? Celebrou as vitórias? Tirou lições nas derrotas? Somou pontos nos empates?
Pode-se ganhar uma partida por pura sorte, mas um campeonato é mais difícil. Alguém já disse que sorte é resultado de oportunidades mais competência. Neste sentido o título estaria bem entregue a qualquer um dos três primeiros colocados (Fluminense, Corínthians ou Cruzeiro).
Na vida, Campeão é aquele que supera-se, vence as suas próprias fragilidades e limitações, além dos obstáculos e adversários poderosos. Neste sentido campeão é o Ceará, um pequeno time, de um pobre estado brasileiro, que mesmo sem estrelas, chegou à frente de gigantes como Flamengo.
No jogo da vida, Campeão é aquele que enfrenta forças pra lutar mesmo cansado, que acredita mesmo quando todos diziam que não tem mais jeito. Neste sentido campeão é o Avaí, que se superou nas últimas partidas e deu a volta por cima.
A vida não se resume numa partida ou num campeonato. Pode-se viver anos por baixo, mas chegar o dia do basta. Desejar, lutar e conquistar o que se sonha, esta é a lição que o Baêa nos dá. A lição que o time do Coritiba nos apresenta é que um ano ruim não significa uma vida ruim. No campeonato passado foi envergonhado, saiu da arena como perdedor, mas deu a volta por cima, preparou-se melhor, lutou bravamente e neste ano sai como o campeão da série B.
Vencer ou perder na vida pode ser fruto do acaso, mas é antes de tudo resultado de decisões, de investimentos e de fé. Onde você quer estar no ano que vem? Que resultados espera alcançar ainda este ano? Prepare-se, Estabeleça Metas, Ore, Lute, Conquiste ...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

FELIZ VIDA NOVA

“Você pensou e não se realizou, tudo se resolve no ano que vem”, assim vai vivendo a humanidade. Por conta desta filosofia para muitos a única coisa que diferencia um ano do outro é o número: 2008, 2009, 2010 ...
Não tenho dúvida de que Deus tem pensado e planejado um ano cada vez melhor para a vida dos seus filhos. Mas persiste uma pergunta: se Deus planeja, pensa, porque as coisas não estão diferentes? A resposta é simples, porque nós não fazemos a nossa parte. Para o milagre acontecer precisamos de Deus, mas Deus conta conosco. Nós somos parte importante para que o milagre aconteça em nossas vidas. Para o extraordinário acontecer precisamos de: Sonho, Trabalho e Fé.
Deus planta um sonho no nosso coração, nós o recebemos, nos o alimentamos. Sonhar acordado é o que nos faz sair do lugar onde estamos para o lugar onde Deus quer que estejamos. Mas sonhar só não é suficiente para mover nada. É preciso sair, agir, fazer acontecer. Gastar-se por aquilo que se acredita. Trabalhe como se tudo dependesse de você. Mas é preciso manter a humildade sabendo que se Deus não for adiante, de nada adianta ir. Disse Moisés: se o Senhor não for comigo, não me deixe sair deste lugar. O Salmista diz: “inútil vos será levantar cedo, dormir tarde, comer pão de dores”. Sem Deus não iremos muito longe. Crer que Deus é poderoso para fazer muito mais do que sonhamos, pensamos ou pedimos. Crer que Deus fará o impossível acontecer.
Você pensou e não se realizou? Muitos experimentaram isto em sua vida, mas aprenderam a lição com erros passados, recomeçaram e experimentaram muito mais do que jamais pensaram. Moisés por exemplo tinha o sonho de libertar o seu povo, agiu erradamente. Pensou e não se realizou, mas viveu seu aprendizado no deserto e voltou sob a direção de Deus e se tornou o grande libertador da sua gente. Pensou e não se realizou ... aprendeu ... se preparou ... trabalhou ... creu ... fez o impossível acontecer. Você também pode ... aprenda com seus erros, mas especialmente com os erros dos outros, se prepare, recomece, trabalhe e creia ...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ESPIRITUALIDADE

Na babel religiosa evangélica brasileira um único termo pode ter várias interpretações e aplicações. Algo simples termina por se tornar algo extremamente complexo. Para determinados grupos orar já não basta, tem que se orar da “forma” certa. Até o nome de Jesus já tem um determinado grupo que afirma que quem não pronunciar o nome certo, da “forma” certa, terá problemas burocráticos nos portões celestiais.
O evangelho é a “fórmula” simples de Deus para salvação de todas as pessoas. É o caminho santo de Deus e como diz a Escritura é tão simples que “nem os loucos erram o caminho”. Mas esta simplicidade tem se perdido ao longo dos anos, das décadas e dos séculos e alguns grupos criaram tantas regras que precisamos de novo que Jesus nos diga: “tendes ouvido ... eu porém vos digo”.
Mas ao longo da caminhada cristã tenho encontrado pessoas despersonalisadas, “libertos” com as mentes divididas, salvos pela graça que parecem carregar o fardo do legalismo, evangélicos que parecem viver debaixo da lei. Tenho encontrado “louvor” sem alegria, só macaquice, mera repetição de palavreado, mas sem vida verdadeira. É o evangelho das fórmulas prontas, das frases feitas: tá amarrado, tá repreendido, eu recebo, Oh! glória!, etc.
Espiritualidade não é isso. A verdadeira descoberta cristã é a re-descoberta da simplicidade, do caminho santo que nem mesmo os loucos erram (Isaías 35:8). Espiritualidade é viver com Deus a vida, é chamar Deus para participar da nossa caminhada diária (Êxodo 33:15), é tê-lo como conselheiro maior (Salmo 90:12). Espiritualidade é encontrar o belo nas coisas mais simples (Mateus 6:28), a eternidade num momento (Mateus 17:2-5), Deus espelhado em cada ser humano (Gênesis 1:27). Espiritualidade é re-descobrir que todo pecado contra Deus é antes de tudo pecado contra o próximo (Mateus 25:45). É olhar-se no espelho e encontrar-se com o Deus que mora em nós (I Coríntios 3:16).
O desafio é viver a espiritualidade bíblica, que transforma, que restaura, que liberta, que traz a vida de Deus pra dentro de nós. A espiritualidade que humaniza, que enfrenta as adversidades de frente, sem fugas, sem falsas promessas. A espiritualidade que crê no impossível acontecendo, mas que sabe que Deus cumpre os seus propósitos também nos espinhos que não são tirados (II Coríntios 12:9), na tragédia humana inevitável (Atos 7). A espiritualidade que aguarda o paraíso vindouro, mas enquanto ele não vem batalha para melhorar o mundo agora.
A verdadeira espiritualidade que convida Jesus a entrar, comer o pão e ali na simplicidade do fogão de lenha, na mesa da cozinha conversar com Deus, ter os olhos abertos e sair para anunciar o grande projeto e sonho de Deus para todas as pessoas (Lucas 24:30-35).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

FAZENDO A DIFERENÇA

Um nome teima em não sair da minha memória. Na verdade um apelido, uma imagem. Era uma vila, pequena vila onde nada acontecia de diferente. A vida transcorria na sua previsibilidade. As limitações do local, dos recursos naturais pareciam limitar a vida a uma existência desprovida de surpresas e de brilho. Cada amanhecer era exatamente igual a todos os outros.
Mas certo dia, chegado de um lugar bem distante, desembarcou na praça principal um jovem casal. Sem pretensões, apenas procurando a oportunidade de uma vida melhor, iniciam sua convivência com os moradores locais que logo percebem a genialidade, a disponibilidade e as oportunidades que aqueles jovens traziam para a vila. Ele, um amante dos esportes, dispõe-se a compartilhar seus conhecimentos na área com jovens, adolescentes e crianças. Seus feitos, seu jeito simples e simpático, sua cordialidade e bom humor são comentados em todos os lugares. Todos na vila o admiram. O amanhecer agora trazia possibilidades.
Mas ... da mesma forma meteórica como vieram, se foram. Alguns meses após sua chegada tiveram que partir. Embora amados por todos, precisavam voltar, recomeçar a sua vida perto dos seus. Na vila ficou a lembrança. Todos comentavam a forma amorosa como se tratavam, como tratavam os outros, como foi bom o tempo de permanência deles. A lembrança viva animou a velha vila. Passados muitos dias ainda era possível ouvir alguém suspirar imaginando como estariam eles agora, lá, tão distante. Cada amanhecer agora era embalado pelas lembranças e esperanças de reencontro.
Passados mais de trinta anos as lembranças teimam em não desaparecer. Mas o mais incrível é saber que aqueles meses de convivência mudaram a vida da vila e de muitas pessoas pra sempre. A vila nunca mais foi a mesma. Todos perceberam que na vila tinha possibilidades, a felicidade estava bem ali e que todos juntos poderiam realizar coisas extraordinárias e aparentemente impossíveis. Hoje quando o nome, ou melhor o apelido é pronunciado me vem à memória um rosto, uma lembrança, uma esperança ... “Bambão” alguém que da maneira mais simples, mais anônima resolveu fazer a diferença e assim, serviu a sua geração e mudou o mundo à sua volta. Depois dele a vila, o mundo, a minha vida e os amanheceres nunca mais foram os mesmos ...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

POLITICAMENTE CORRETO

Estou convencido que quando sobram palavras faltam ações e vice-versa. Fala-se muito e faz-se muito pouco. Quem faz bastante normalmente é moderado no falar e os falastrões normalmente realizam muito pouco, são apenas teóricos. Raramente encontramos pessoas que tenham uma vida equilibrada entre o falar e o fazer. Na vida deviam prevalecer os que fazem, mas nem sempre é assim. Estão as eleições ai pra provar a gente que isto é verdade. Tem tanto deputado eleito que é muito bom de falar, mas que nunca fez nada na vida.
Vivemos os dias da ditadura do politicamente correto. Os censores estão em todos os lugares para monitorar o que falamos. As palavras que antes usávamos sem medo agora são erradas e devem ser corrigidas. Por exemplo, quando eu era menino se cantava nas cantigas de roda: “atirei o pau no gato, mas o gato não morreu”. Não me lembro em todos os meus dias de criança ter jogado pedra ou pau em algum gato. Muito pelo contrário, aprendi que os animais são criaturas de Deus, e que não se devia maltratar os bichinhos. Os especialistas no politicamente correto, corrigiram a cantiga e agora ela tem a horrorosa letra: “não atire o pau no gato, porque isso não se faz...”. Fala-se corretamente e em compensação os bichinhos estão desaparecendo. Aliás, vivemos um tempo que se atira pau em gato e bala em gente. Falamos bonito e fazemos muito feio.
Esta semana os especialistas em politicamente correto estão propondo que a obra de Monteiro Lobato (As Aventuras de Pedrinho) seja revista para ficar politicamente correta. Eu fico imaginando o que vai sair desta correção. Eu sei que os “censores” tentarão me corrigir e até me acusar, mas pouco me importa.
Sou favorável as políticas afirmativas, as ações afirmativas. Sou favorável a ações, não as falações. Aos politicamente corretos no falar quero fazer um desafio para que o sejam em suas ações. Quando quiserem defender o politicamente correto em relação ao meio ambiente, que as ações mais simples dentro de casa a na vida privada sejam ações ambientalmente corretas: lixo no lixo, orgânico separado de reciclável, uso consciente da água, etc. Se são ações a favor da tolerância que sejam ações contra todas as intolerâncias, inclusive do direito de pensar e ser diferente daquilo que é o senso comum. Se é defender a democracia que se respeite a vontade da maioria e os direitos das minorias. Tudo isso de maneira bem prática.
Na vida cristã a separação entre o que se diz e o que se faz também está presente em grande medida. O nosso desafio é tornar a prática cada vez mais parecida com o discurso. Aliás, é o próprio Jesus em que nos desafia a não sermos apenas teoricamente corretos, mas transformarmos as palavras em ações. Ele mesmo diz: “nem todo que ‘me diz’ Senhor, Senhor, entrará no Reino”. Mas aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica é verdadeiramente meu discípulo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CORAGEM PRA FAZER A DIFERENÇA

Diz o ditado: “em terra de cego quem tem um olho é rei". Mas na verdade o ditado poderia ser: “em terra de cego quem tem um olho é rei, mas quem tem dois é muito mal visto”. Ou ainda: “em terra de cego quem tem um olho, é doido”.
A história está repleta de visionários (pessoas que ousaram enxergar numa terra de cegos) que pagaram alto preço por quererem fazer a diferença. Jesus acabou numa sangrenta cruz (também foi enxergar em meio a políticos e religiosos cegos). Galileu por pouco não acabou na fogueira porque quis enxergar mais que os cegos da sua época. Quando estava prestes a torrar na churrasqueira fingiu-se de cego e então desistiram de assá-lo.
Hoje celebramos 493 anos da reforma protestante. Martinho Lutero, o monge, teve os seus olhos abertos. Andava em trevas como todo mundo, mas de repente um facho de luz entrou na sua vida e tudo passou a ter novo significado. Não soube se calar, não quis se calar. Falou, proclamou, e como o menino, na história do dinamarquês H. C. Andersen, denunciou a nudez real. Pagou alto preço, mas simplesmente não podia se calar, o significado do que vira mudaria pra sempre a vida de cada homem, bem como de toda a humanidade. Decidiu pagar o preço pela loucura da pregação da verdade que acabara de descobrir. Na linguagem de Paulo: “mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha missão, que recebi do Senhor Jesus”.
O curso da história humana neste minúsculo planeta tem sido mudada graças aos corajosos que ousaram fazer diferença na sua geração, aos loucos, que num mundo de cegos declararam enxergar, que num mundo de fugitivos ousaram andar na direção contrária.
Os olhos de Lutero foram abertos para Cinco Grandes Verdades da Fé, rompeu com o velho, o errado e se propôs as novas verdades. Suas descobertas são conhecidas como as “Cinco Solas”:
1. Sola Fide - Somente a Fé - A salvação do homem está baseada na graça de Deus, por meio da fé daquele que crê que o sacrifício de Jesus se deu para pagar o preço do pecado humano. Por meio do sacrifício de Jesus na cruz os pecados são perdoados.
2. Sola Scriptura – Somente a Escritura - A única regra de fé e prática é a Bíblia. Escritos humanos, por mais sábios que sejam, devem ser julgados à luz da Bíblia. Qualquer ensino, de qualquer autoridade religiosa tem menos valor que o texto da bíblia.
3. Sola Christus – Somente Cristo - A salvação só pode ser alcançada por meio de Jesus. Igreja não salva, religião não salva, boas obras não salvam – tudo isso é muito bom, mas é insuficiente para salvar. O único mediador entre Deus e os Homens é Jesus, o Salvador.
4. Sola Gratia – Somente a Graça - Num tempo que se misturava salvação como uma dádiva divina misturada com merecimentos pessoais, Lutero declara que a Salvação é só pela graça. Deus concede salvação gratuitamente aos homens que Ele quer. O homem não pode ser salvo se Deus não o salvar generosamente.
5. Soli Deo Gloria – Glória Somente a Deus - Nenhum homem, por melhor que seja, merece a glória, que deve ser dirigida unicamente a Deus. A canonização dava a certos homens (bons) o direito de serem glorificados, receberem honra, veneração e até adoração. Lutero diz: Só Deus é merecedor de tal honra.
493 anos que ajudaram a mudar o curso da história. Pela coragem dos reformadores a verdade do evangelho foi restaurada, seu poder salvador foi restituído e tornou-se de novo o PODER DE DEUS PARA SALVAÇÃO DE TODO AQUELE QUE CRÊ. O curso da história humana será determinado pela coragem que teremos de fazer a diferença em nossa geração. Pense nisso!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

VENCENDO GIGANTES



O que seria a vida se não tirássemos lições dos fatos?  Seria um mero repetir de erros, seria a imaturidade pra sempre, a necessidade da redescoberta da roda a cada dia.  Desta feita gostaria de tirar lições de dois eventos recentes: Tropa de Elite 2 e o Resgate dos Mineiros.
O Inimigo está mais perto do que pensamos – Em Tropa de Elite o inimigo eram os traficantes.  Inimigo assim é fácil de combater, está do outro lado, tem objetivos claramente contrários aos nossos, quer nos destruir. Já em Tropa de Elite 2 o inimigo vem de dentro.  Veste a mesma farda, fala a mesma língua, faz parte da mesma corporação, luta do mesmo lado e está nas altas esferas do governo.  Como diz a canção “Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá”.  Combater inimigo assim é muito dificil, porque nem sempre é fácil identificá-lo.  Aliás o próprio Jesus disse que quando vivemos uma situação assim corremos grande risco de perder a guerra.  Ele afirma que um reino dividido não pode continuar existindo.  Já nas minas do Chile o inimigo vem de todos os lados. Quando menos esperavam, os mineiros se viram cercados, impotentes, aparentemente destinados à morte.  Inimigo assim não se combate sozinho, é tempo de sentar e aguardar ajuda que vem de cima.
Todo inimigo pode ser combatido e vencido.  Não importa se o inimigo vem de fora, de dentro ou se é quase onipresente ou quase onipotente.  Todos eles têm pontos fracos, tem seu calcanhar de Aquiles.  Para vencê-los pode-se usar a força (Tropa de Elite), a determinação (Tropa de Elite 2) ou a inteligência (Minas do Chile).  Mas um elemento fundamental para vencer qualquer inimigo: união.  Policiais bons ou mineiros precisam estar se apoiando mutuamente, um incentivando ao outro.  No evento do Resgate dos Mineiros ficou evidente que a principal causa de estarem em tão bom estado físico e emocional era o fato de estarem unidos, juntos.   O problema era de todos, e a lógica era a seguinte, ou todos ganham ou todos perdem.  Graças a Deus todos ganharam!
Outra lição tocante no resgate dos mineiros é a que o que mais importa na vida não pode ser comprado.  O choro de uma criança, a frase «Te amo, pai», um beijo, um abraço afetuoso.  É tão bom voltar e saber que alguém que lhe ama está à sua espera, orando por você. Que ainda que não tivesse uma única câmera de TV ali, lá estaria ele pra lhe dizer o quanto você é importante, o quanto a vida seria sem graça se você não existisse. 
Outra lição maravilhosa é que a fé nos faz vencer gigantes.  A frase no capacete azul do 17 º resgatado dizia: “Dios Vive”.  A Fé ganhou sentido novo. Por que aquele homem suportou o que suportou nos 70 dias? Porque “Dios vive”!  Se “Dios vive” não há o que temer, Ele virá ao nosso encontro, Ele tirará o nosso pé da lama, Ele removerá as montanhas, Ele nos fará triunfar sobre a morte que tão de perto nos rodeia, Ele abrirá caminho onde não há caminho, no meio do mar, do deserto ou da rocha.  Como diz a canção: “porque Ele vive, posso crer no amanhã, porque Ele vive temor não há. Pois eu bem sei, eu sei que a minha vida, está nas mãos do meu Jesus que Vivo Está!! “Fé é suportar o insuportável, crer no incrível, transpor o intransponível, enxergar o invisível, é vencer o invencível”, é saber que o seu Redentor vive e que por fim se levantará!!